A Xiaomi estuda mudanças importantes na forma como vende seus celulares. De acordo com informações divulgadas pelo conhecido vazador Digital Chat Station, a empresa pode cancelar a venda de modelos das linhas Redmi e POCO com armazenamento interno de 1 TB.
Segundo o que foi divulgado, a época em que era possível oferecer muito espaço de armazenamento por um preço baixo estaria ficando para trás. Para continuar competindo no mercado, a Xiaomi teria decidido fazer ajustes tanto na produção quanto nos valores dos aparelhos.
O que muda para quem compra
Na prática, alguns celulares Redmi e POCO que estavam sendo planejados para chegar às lojas com 1 TB de memória interna deixaram de ser produzidos nessa versão. Os chips de memória que seriam usados nesses modelos estariam sendo direcionados para outros aparelhos da própria Xiaomi.
Com isso, o novo padrão para os celulares intermediários mais avançados passa a ser 512 GB de armazenamento. Esses modelos costumam custar até 2.500 yuans, algo próximo de R$ 1.900 na conversão direta. Para muitos usuários, essa quantidade ainda atende bem às necessidades do dia a dia, como fotos, vídeos, aplicativos e jogos.
Preços já estão subindo sem anúncio oficial
Outro detalhe importante é que a Xiaomi já vem ajustando os preços de forma discreta. Modelos com 512 GB de armazenamento tiveram aumento entre 400 e 500 yuans, o que representa cerca de R$ 300 a R$ 380 a mais.
Esse tipo de reajuste nem sempre é percebido de imediato, mas pesa no bolso de quem pretende trocar de celular. Aos poucos, o consumidor começa a notar que os mesmos modelos estão mais caros do que há alguns meses.
Mudança na forma de vender os aparelhos
A empresa também avalia alterar sua estratégia de vendas. A ideia seria oferecer preços mais baixos apenas no lançamento e durante a pré-venda dos novos celulares. Depois desse período inicial, os valores passariam a ser mais próximos do custo real, sem grandes descontos.
Isso pode fazer com que muitos consumidores fiquem mais atentos ao momento do lançamento, já que comprar depois pode significar pagar mais caro pelo mesmo aparelho.
Falta de chips ajuda a explicar a decisão
Por trás dessas mudanças está a grande demanda por chips de memória usados em data centers de Inteligência Artificial. Esse setor vem consumindo muitos componentes, o que encarece a produção e reduz a oferta para outros mercados, como o de smartphones.
Até o momento, a Xiaomi não comentou oficialmente o assunto. A empresa continua desenvolvendo novos aparelhos para suas submarcas e não há indicação de que lançamentos futuros serão cancelados.
Impacto direto no mercado
Mesmo sem interromper novos lançamentos, essas mudanças devem afetar as vendas. Parte dos consumidores pode repensar a troca de celular ou procurar opções de outras marcas.
Ainda assim, a Xiaomi segue como uma das fabricantes mais importantes do mercado e suas decisões costumam influenciar todo o setor.
